domingo, 27 de fevereiro de 2011


Hoje parei para olhar a chuva
cada gota gotejante
que perde suas asas
e logo rastejando
vem meus pés molhar

Também olhei à noite, a rua
com suas estreitas calçadas nuas
sem almas a caminhar

Vi as estrelas, linda lua
que nesta noite, chuva
ainda vem me banhar

Como é grande a imensidão
da curta rua numa noite de solidão
molhada de chuva e luar

Como é triste o meu caminhar.
Solitário, curto e frio
É o mal por tanto amar.

Se o vento que agora sopra em minha janela
É o vento que o levará embora,
Então sofro.
E este sofrimento, cinza e amargo,
Não o impede de ir.
Sua passagem ventania em minha vida
Trouxe-me as mais belas histórias
E, como avisaste que és muito leve para afixar-te,
O deixo partir
Na esperança de que um dia volte
E traga consigo o meu sorrir
Para que eu possa sem medo
abrir a janela...