segunda-feira, 11 de abril de 2011



Largado no canto da mesa morta

Clamando por um pouco de atenção

Lá estava, entregue a poeira.

Me encomodava vê-lo triste em plena inutilidade

Revoltei-me!

Eis meu coração Mais um esquecido caneco furado!



Essa é uma pequena poesia que escrevi assistindo a uma aula de literatura Matogrossense em 2005, na qual se referia ao nosso querido Manoel de Barros e sua delicadeza ao falar de coisas simples. Foi quando surgiu do professor o comentário, que se Barros olhasse um caneco furado ele escreveria uma linda poesia sobre o tal. E o caneco não saiu da minha mente durante toda aula. Foi então que rabisquei o versinho.

domingo, 3 de abril de 2011














Lá está a janela
Parada triste janela
Por ela passa o Sol e passa a Lua
Por ela se vê a Rua.

Triste janela, que não se movimenta
Vê os dias irem embora
Sem poder acompanhá-los
As crianças jogando bola
As pipas voando pelos ares

Oh triste janela!
Que viu a sua amada partir
Que enxugou as lágrimas de março
E viu o velho correr com pernas de pau

A janela que tudo espera
E nada faz
Êta janela triste!
Triste por demais.