sexta-feira, 10 de abril de 2009

O que não se lê...


Aqueles que escrevem, sabem do sofrimento que é não ser compreendido.

Passamos tanto tempo ocupados em como organizar as idéias, para que mais fácil seja o entendimento, por outras rebuscamos para melhor apresentar, e inevitavelmente nos atinge leitores que não conseguem entender nem o primeiro verso.

Não, isso não é culpa do leitor.

O risco que corremos ao expor o que estamos pensando é sempre um mistério. Temos de estar bem preparados para não desesperarmos e desistir.

Por vezes queremos desmonstrar tão pequenos sentimentos, compartilhar alegrias e em outras implorar por ajuda... e na ânsia de uma mão estendinda, um afago, um sorriso desinteressado expomos nossa vida ao mundo.

Confesso que ao escrever, tento demonstrar o que realmente sou. Apresentar aos que convivem comigo o que sinto e como penso. Nem sempre quero que achem bonito, que encontrem rima ou que achem que pode ser publicado. Apenas imploro por um pouco de atenção. Para que as minhas letras falem o que a minha voz cala.

Tudo bem, nem sempre me compreendem e acredito que isso ocorra com vários daqueles que são apaixonados por essa forma de demonstração de sentimentos.

Eis-me aqui revelando os meus segredos, abrindo os meus pensamentos.

Preciso muito que me compreendam...


"Ouve-me, ouve o meu silêncio. O que falo nunca é o que falo e sim outra coisa. Capta essa outra coisa de que na verdade falo porque eu mesma não posso." Clarice Lispector

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